# Nomenclatura de campanhas: o nome é o seu primeiro relatório

> Um nome com campos em posição fixa vira filtro, agrupamento e relatório. Veja uma taxonomia simples, os separadores e como validar o padrão.

- URL: https://relator.digital/blog/nomenclatura-de-campanhas
- Publicado: 2026-10-08
- Atualizado: 2026-10-08
- Autor: Time Relator Digital
- Categoria: marketing-data

Um bom nome de campanha é um conjunto de campos em posição fixa, separados por um caractere que não aparece dentro dos campos. Com isso, o nome deixa de ser um rótulo e vira dado: dá para filtrar, agrupar e somar por objetivo, público ou oferta sem abrir campanha por campanha. O formato que funciona na maioria das contas tem quatro campos: `objetivo_publico_oferta_periodo`.

> [!NOTE]
> **Em resumo**
> - O nome é o único campo de texto livre que atravessa gerenciador, planilha, UTM e relatório. Se ele tem estrutura, tudo que vem depois fica mais fácil de agrupar.
> - Defina campos em posição fixa: o que vale é a ordem, não a palavra escolhida.
> - Use um separador entre campos (`_`) e outro dentro do campo (`-`). Só minúsculas, sem espaço e sem acento.
> - Cada nível diz só o que é dele: campanha, conjunto (ou grupo) de anúncios e anúncio não repetem informação.
> - Valide o nome antes de publicar e use o mesmo valor na `utm_campaign`.

## Um nome com estrutura é um relatório pronto

Uma conta de anúncios cresce por acúmulo. Alguém duplica uma campanha e escreve "cópia", outra pessoa cria "Campanha nova 2", um freelancer usa o padrão dele. Meses depois, a pergunta "quanto investimos em remarketing este trimestre?" exige abrir campanha por campanha, porque o nome não diz o que a campanha é.

Quando o nome tem campos em posição fixa, a mesma pergunta vira uma operação mecânica: separar o nome nos campos e somar a coluna. Isso funciona em planilha, em SQL ou em qualquer relatório que permita agrupar por uma parte do texto. O trabalho de organizar acontece uma vez, na hora de criar a campanha, e não toda vez que alguém precisa de um número.

## Posição vale mais que palavra

A regra central é simples: cada campo ocupa uma posição, e a posição define o significado. Quem lê `vendas_frio_colecao-verao_out26` sabe que o primeiro campo é o objetivo mesmo sem nunca ter visto a lista, desde que a convenção esteja escrita.

![Anatomia de um nome de campanha com quatro campos em posição fixa](https://uploads.relator.digital/blog/nomenclatura-de-campanhas/3e9d1b64-anatomia.pt-BR.svg "Quatro campos, uma posição para cada: objetivo, público, oferta e período")

Uma sugestão de trabalho, não uma regra das plataformas:

| Posição | Campo | Como preencher | Exemplos |
| --- | --- | --- | --- |
| 1 | objetivo | lista fechada | `vendas`, `leads`, `trafego`, `marca` |
| 2 | público | lista fechada | `frio`, `remarketing`, `base` |
| 3 | oferta | texto curto em minúsculas | `colecao-verao`, `ebook-seo` |
| 4 | período | mês abreviado + ano com dois dígitos | `out26` |

Duas decisões merecem atenção. A primeira é manter os campos 1 e 2 em lista fechada: são eles que você vai usar para agrupar, e uma grafia nova (`venda`, `sales`, `conversao`) quebra o agrupamento. A segunda é pôr o período no fim, e não o dia exato: o mês basta para localizar a campanha, e uma data completa só aumenta o nome sem ajudar nenhum relatório.

## Um separador entre campos, outro dentro do campo

O erro mais comum de padrão é usar o mesmo caractere para tudo. Se o sublinhado separa os campos e também aparece dentro da oferta (`colecao_verao`), o nome passa a ter cinco partes em vez de quatro, e qualquer leitura por posição sai errada.

A solução é reservar cada caractere para uma função:

- `_` (sublinhado) separa campos. Nunca aparece dentro de um campo.
- `-` (hífen) separa palavras dentro de um campo: `colecao-verao`.
- Só minúsculas, sem espaços e sem acentos. Os valores de UTM diferenciam maiúsculas de minúsculas (veja a seção sobre UTM), e um nome que mistura `Frio` e `frio` já nasce com dois valores.

## A conta: o que o padrão entrega

Um exemplo hipotético. Uma loja tem seis campanhas ativas em outubro, todas nomeadas pelo padrão, com os investimentos abaixo.

| Campanha | Investimento |
| --- | --- |
| `vendas_frio_colecao-verao_out26` | R$ 12.000 |
| `vendas_remarketing_colecao-verao_out26` | R$ 4.500 |
| `leads_frio_ebook-seo_out26` | R$ 6.000 |
| `leads_remarketing_ebook-seo_out26` | R$ 1.500 |
| `vendas_frio_frete-gratis_out26` | R$ 3.000 |
| `marca_frio_institucional_out26` | R$ 2.000 |
| **Total** | **R$ 29.000** |

Somando por objetivo (primeiro campo): vendas = 12.000 + 4.500 + 3.000 = R$ 19.500 (67,2% do total); leads = 6.000 + 1.500 = R$ 7.500 (25,9%); marca = R$ 2.000 (6,9%). A soma das três partes é R$ 29.000.

Agora por público (segundo campo): frio = 12.000 + 6.000 + 3.000 + 2.000 = R$ 23.000 (79,3%); remarketing = 4.500 + 1.500 = R$ 6.000 (20,7%). Sem abrir nenhuma campanha, você sabe que quase oito em cada dez reais foram para público frio. Com nomes como "Campanha nova 2" e "Black_Friday_FINAL_v3", essa resposta exigiria uma planilha de-para feita à mão.

## Leia o nome por código, não por olho

Um padrão que ninguém confere se desfaz em poucas semanas. O jeito mais barato de manter é uma função que lê o nome e recusa o que não bate. Um esboço em TypeScript:

```ts
const OBJETIVOS = ['vendas', 'leads', 'trafego', 'marca'] as const
const PUBLICOS = ['frio', 'remarketing', 'base'] as const
const SLUG = /^[a-z0-9]+(-[a-z0-9]+)*$/
const PERIODO = /^(jan|fev|mar|abr|mai|jun|jul|ago|set|out|nov|dez)\d{2}$/

function parseCampaignName(name: string) {
  const parts = name.split('_')
  if (parts.length !== 4) return { ok: false as const, error: 'precisa de 4 campos' }
  const [objetivo, publico, oferta, periodo] = parts
  if (!OBJETIVOS.includes(objetivo as never)) return { ok: false as const, error: 'objetivo fora da lista' }
  if (!PUBLICOS.includes(publico as never)) return { ok: false as const, error: 'público fora da lista' }
  if (!SLUG.test(oferta)) return { ok: false as const, error: 'oferta fora do formato' }
  if (!PERIODO.test(periodo)) return { ok: false as const, error: 'período fora do formato' }
  return { ok: true as const, objetivo, publico, oferta, periodo }
}
```

Com ela, `vendas_frio_colecao-verao_out26` passa; `Black_Friday_FINAL_v3` falha (objetivo fora da lista); `leads_Frio_ebook-seo_out26` falha (maiúscula); e `vendas_frio_colecao_verao_out26` falha por ter cinco partes. A mesma função serve para uma revisão semanal dos nomes da conta e para a planilha que monta o nome antes de a campanha ser criada. O que importa é que as listas e os formatos morem em um lugar só.

## O nome da campanha e a UTM são o mesmo dado

A documentação do Google Analytics descreve o `utm_campaign` como o identificador da campanha (produto, slogan, código promocional) e diz que os valores dos parâmetros diferenciam maiúsculas de minúsculas: `utm_source=google` é diferente de `utm_source=Google`. A consequência para o nome é direta. Se o nome no gerenciador é `vendas_frio_colecao-verao_out26` e a UTM é `Colecao_Verao`, você tem dois vocabulários para a mesma campanha, e o cruzamento entre custo e sessões vira uma tradução manual.

A sugestão é usar o nome da campanha como valor do `utm_campaign`, idêntico. Assim, um mesmo texto liga o investimento (que vem da plataforma) ao comportamento no site (que vem do GA4). O [artigo sobre UTM sem bagunça](https://relator.digital/blog/utm-sem-bagunca) trata da convenção dos outros parâmetros e da validação da URL.

Um cuidado: se a UTM foi digitada à mão na URL, renomear a campanha no gerenciador não altera a UTM. Renomeou? Atualize a URL junto.

## Cada nível diz só o que é dele

Contas têm três níveis: campanha, conjunto de anúncios (grupo de anúncios no Google Ads) e anúncio. O erro clássico é repetir o nome da campanha nos níveis de baixo. Isso enche as colunas, estoura a largura da tela e não acrescenta informação, porque quem vê o anúncio já vê a campanha ao lado.

Uma divisão que funciona:

- **Campanha:** o que você quer e para quem, como no padrão acima.
- **Conjunto ou grupo:** o recorte dentro da campanha. Por exemplo, `interesse-moda` ou `lookalike-compradores`, sem repetir o objetivo.
- **Anúncio:** o que muda de um anúncio para outro, como `video-prova-social_v2` ou `carrossel-preco_v1`.

Sobre tamanho: o limite técnico é folgado. A documentação da API do Google Ads fixa em 256 caracteres o comprimento do nome de uma campanha e de um grupo de anúncios. O limite prático é outro: o que cabe na coluna do seu relatório sem ser cortado. Com quatro campos curtos, o nome fica abaixo de 50 caracteres, e isso já resolve.

## O que não entra no nome

- **Orçamento e lance.** Eles mudam durante a campanha e o nome fica desatualizado.
- **Palavras de versão** como "final", "novo", "copia", "teste2". Se precisar versionar anúncios, use `v1`, `v2` no último nível e só ali.
- **Dados pessoais** de clientes ou de pessoas. O nome aparece em relatórios, exportações e ferramentas de terceiros.
- **Data completa.** O mês basta; datas exatas ficam nos relatórios da própria plataforma.

## Mudar o padrão sem perder a história

Se a conta já tem centenas de campanhas fora de padrão, renomear tudo de uma vez costuma dar mais trabalho do que valor. Uma abordagem mais segura: o padrão vale para tudo que for criado daqui para frente, e as campanhas antigas ganham uma tabela de-para (nome antigo, nome no padrão) mantida na planilha do relatório. Renomeie as antigas só quando for editar a campanha de qualquer jeito, e atualize a UTM junto.

Se você usa o Relator Digital, o relatório mostra o ROAS real por campanha e por canal, cruzando a receita do CRM com a campanha que trouxe o lead. Quanto mais claro o nome da campanha, mais fácil é ler essa tabela e comparar campanhas parecidas, mas o padrão em si não depende de nenhuma ferramenta.

## Como aplicar

1. Escolha os campos. Comece com quatro: objetivo, público, oferta e período.
2. Feche as listas dos campos que você vai agrupar (objetivo e público) e escreva o formato dos outros dois.
3. Defina os dois separadores: sublinhado entre campos, hífen dentro do campo. Escreva que sublinhado nunca aparece dentro de um campo.
4. Escreva a convenção em um documento com dois exemplos reais e um exemplo errado, e dê a ele um dono e uma data de revisão.
5. Monte uma planilha que gera o nome a partir de listas suspensas, ou use uma função de validação como a do exemplo, antes de qualquer campanha ser criada.
6. Use o mesmo texto no `utm_campaign`.
7. Uma vez por semana, passe a função pelos nomes da conta e corrija o que sair do padrão.
8. Para o histórico, mantenha uma tabela de-para e renomeie as campanhas antigas aos poucos.

## Fontes

Todas conferidas em 8 de outubro de 2026.

- Google Ads API, [System limits](https://developers.google.com/google-ads/api/docs/best-practices/system-limits): nome de campanha e de grupo de anúncios com até 256 caracteres.
- Google Analytics, [URL builders: Collect campaign data with custom URLs](https://support.google.com/analytics/answer/10917952): descrição do `utm_campaign`, valores de parâmetros que diferenciam maiúsculas de minúsculas e os três parâmetros recomendados.
